Lançamento do segundo single do EP (Repetição Contínua) - Cidade Indecente.
"Poema da cidade"Cidade Indecente é onde "poucas" pessoas têm o direito de viver.
É infelizmente aonde eu moro e não tenho medo de dizer.
É onde, "o pouco" é muito pouco, e "o muito" é sempre exagerado demais.
É onde (nem) tudo se pode comprar. É onde inexiste o essencial.
É onde sujeitos são vistos como indigentes sem ser pessoal.
É onde, sobreviver é preciso e se vender, é obrigatório.
É onde as pessoas vivem trancadas, sempre em seus escritórios.
É onde existe a "caridade", mas não existe verdade nem divisão.
É onde existe a esmóla, o caos e a corrupção.
É onde, o cheiro corrosivo da cola é inalado.
É onde as mentiras estão à venda em supermercados.
È onde se sente vergonha sem compaixão e pecado.
É a Cidade do "não-poder" e da estranheza.
É onde ainda reina "a competição", "a falsidade", e "a pobreza".
...
O single de cidade indecente é um grito digitalizado-distorcido da Mandíbula.
Um grito de anseio por uma cidade mais humana, com menos desdém e previlégios,
menos carros e poluição, menas competição, menos roubos, menas violência,
menos abusos, corrupção, etc...
(-) tudo que hoje é vício e excesso, e tanto nos sufoca.
Um pequeno apelo em prol da mudança de consciência...
Pois eu tenho certeza, que nem eu e nem você, assinamos um contrato de completa anulação.
CIDADE INDECENTE (letra Ayuso)
Eu não assinei nenhum contrato
que me anulasse por toda vida.
por toda parte à privatizar.
Seus direitos não são escolhas.
Me de minha parte. Ó meu dever. Minha arte!
Pare de reclamar!
Sua cidade indecente.
Necessidades indigentes.




